Desde quinta-feira sem postar aqui no blog. Já vou avisando que tá bem grande. Como tinha dito fui pro Indie Rock Brasil em BH. Fim de semana com shows bem legais.
Poucas surpresas, os melhores shows foram os de quem realmente eu esperava mais. Sem ordem de preferência, Walverdes, Pelvs, Casino e Valv. Menção honrosa também para o MQN, que se aproveitou bem das condições do lugar e fez um show empolgante. Pra ter uma idéia do que foi o festival tem que se entender que tipo de lugar é A Obra. Lembram da Basement? A Obra é bem parecido, também é um porão, escuro e enfumaçado. Só que ainda menor. Nos 3 dias o lugar ficou lotado. O som não era dos melhores, não tinha P.A, era tudo regulado só no som dos amps, mas na maioria dos shows isso não comprometeu.
Na quinta, o Moan abriu a noite e não chamou muita atenção. A banda parece ainda inesperiente e com pouca personalidade. A promeira música do set do DJ ("Seven", do Sunny Day Real State) pareceu ironia... Depois veio o Valv e nos primeiros acordes já deu pra sentir a diferença. Do mesmo equipamento a banda conseguiu tirar um som bem melhor. O show foi ainda melhor do que o que os caras fizeram abrindo pro Mogwai aqui no Rio. Ainda teve uma versão pra "How Near, How Far" do último disco do Trail of Dead, referência importante no som do Valv. O Surfmotherfuckers fechou a noite. Surf music com muita influência de Man or Astroman. Legal, mas eu não me aguentava mais em pé e fui dormir antes do fim.
No dia seguinte tudo começou com o Monokini. Nunca tinha assistido a banda ao vivo. Me lembrou alguma coisa de Cardiggans, alguma coisa de Stereolab. Depois veio o Casino. Demoraram um pouco para acertar o som (como eu disse antes, não tinha P.A, era tudo direto dos amplificadores) mas depois que o show começou tudo correu otimamente. A banda demostra hoje uma tranquilidade no palco que apaga a impressão de insegurança que o show deles me passava em tempos anteriores. Belo show. Ainda teve "Festa" no final, que um mala na platéia não cansava de pedir (hehe). Parece que é preciso viajar pra assistir a Pelvs ao vivo. Não me lembro da última vez que vi um show da banda no Rio, o último que assisti foi no Upload, em São Paulo ainda no ano passado. Mas vale a pena. Mais uma vez a banda provou isso, dessa vez em BH. O setlist privilegiou as músicas mais pesadas dos 3 álbuns da banda em uma escolha muito acertada. Ainda sobrou tempo pra duas inéditas.
O terceiro e último dia começou com uma boa surpresa. Nunca tinha ouvido falar no Space Invaders e confesso que o nome não me deixava com uma expectativa muito grande, mas o show foi bem interessante. Vocal com gritos incompreensíveis, guitarras criativas, influências de Ween e Frank Zappa. Boa promessa. Do meio pro final o show perdeu um pouco o pique com algumas composições menos inspiradas, mas com certeza o Space Invaders foi a melhor surpresa do festival. A partir daí foi pau puro. O MQN esquentou o porão d`A Obra com uma performance empolgante. Riffs diretos e pegajosos, refrões repetidos à exaustão, roquenrou com todos os seus clichês. Foi o melhor show deles que eu vi, e olha que eu já vi dois deles tocando em casa, em Goiânia. Provavelmente minha condição etílica ajudou. Tiveram boa resposta do público e prepararam o ambiente pro show dos Walverdes. E os portoalegrenses fizeram um show muito bom. Volume lá no alto e guitarra estouradaça. No set, covers para "No Fun", dos Stooges, com um cara da platéia cantando, "Suck you Dry" do Mudhoney e até "Sweet Leaf" do Black Sabbath com o refrão trocado para "Anticontrole", nome do disco novo da banda. Bom fechamento para um festival bastante divertido.
Será que alguém leu essa joça até aqui?